Opinião: O cavaleiro dos sete reinos (vulgo Game of Pobres)

by - quarta-feira, março 18, 2026


Eu comecei essa série esperando algo menor dentro do universo de Westeros… e terminei completamente encantada. Brinco que parece ter sido feita com o orçamento de um CLT no dia 32 de Janeiro - tendo criado meu querido “Game of Pobres” - mas a verdade é que ela prova como dá para fazer muito com pouco quando existe uma boa história e personagens carismáticos.

Eu gostei muito da escala intimista da narrativa. Em vez de batalhas gigantes e intrigas políticas infinitas, acompanhei a jornada de Dunk e a relação dele com Egg, e isso virou o coração da série. A amizade dos dois me conquistou completamente. Dunk tem aquela honestidade quase ingênua, enquanto Egg carrega um peso que a gente só vai entendendo aos poucos.

Também gostei muito do visual e do tom mais leve, quase de aventura medieval clássica. E uma coisa que achei especialmente bem feita foi o uso dos flashbacks. Eles deixam claro algo que achei genial: naquele quinto episódio apoteótico talvez o príncipe Targaryen pudesse derrotar Ser Duncan, o Alto, mas nunca venceria Dunk da Baixada das Pulgas

Para mim, a série funciona justamente por isso: ela troca grandiosidade por coração. Não encontrei defeito algum, nem mesmo na curta duração dos episódios, que acabam enxugando o que poderia sair errado. Saí da temporada com aquela sensação rara de ter assistido algo simples, bem estruturado e extremamente carismático.

Confira o livro:

O cavaleiro dos sete reinos, edição especial.

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