Eu gostei muito da escala intimista da narrativa. Em vez de batalhas gigantes e intrigas políticas infinitas, acompanhei a jornada de Dunk e a relação dele com Egg, e isso virou o coração da série. A amizade dos dois me conquistou completamente. Dunk tem aquela honestidade quase ingênua, enquanto Egg carrega um peso que a gente só vai entendendo aos poucos.
Também gostei muito do visual e do tom mais leve, quase de aventura medieval clássica. E uma coisa que achei especialmente bem feita foi o uso dos flashbacks. Eles deixam claro algo que achei genial: naquele quinto episódio apoteótico talvez o príncipe Targaryen pudesse derrotar Ser Duncan, o Alto, mas nunca venceria Dunk da Baixada das Pulgas.
Para mim, a série funciona justamente por isso: ela troca grandiosidade por coração. Não encontrei defeito algum, nem mesmo na curta duração dos episódios, que acabam enxugando o que poderia sair errado. Saí da temporada com aquela sensação rara de ter assistido algo simples, bem estruturado e extremamente carismático.
Confira o livro:




















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