All Her Fault tem uma premissa simples, mas muito efetiva: um menininho desaparece e as bases familiares começam a ruir durante sua busca.
Comecei essa série curiosa e terminei completamente fisgada. Cada episódio trouxe uma reviravolta nova, e eu fiquei presa à história tentando montar o quebra-cabeça junto com os personagens.
Mesmo percebendo, pelos flashbacks, que o final provavelmente estaria ligado ao passado e às escolhas dos personagens, eu ainda fiquei surpresa quando tudo se encaixou. A única coisa que eu comecei a suspeitar antes foi a parte envolvendo o marido da protagonista... talvez porque eu tenha uma tendência natural a desconfiar de homens, principalmente nos cenários atuais e numa trama como essa.
Uma coisa que eu gostei muito foi o comentário social da série. Ela mostra muito bem como, em muitos relacionamentos, homens acabam dificultando a vida das próprias esposas: seja tentando controlar decisões ou simplesmente fugindo das próprias responsabilidades.
Também adorei a personagem da Dakota Fanning. Ela transmite uma força muito tranquila, quase silenciosa, e se torna um apoio fundamental para a protagonista. E a amizade que nasce entre elas é uma das partes mais bonitas da história.
Carrie, personagem da Sophia Lillis, domina uma trama que poderia facilmente encaixar ela em um estereótipo, mas nem ela nem o roteiro deixam. Aliás, a complexidade de todas as personagens femininas é algo muito bem pensado e construído por aqui. Talvez por isso o público feminino aprove tanto.
No fundo, essa é uma série tensa, dolorosa e cheia de conflitos familiares. Achei bem escrita, mesmo com uns tropeços aqui e ali. Nada que tenha tirado o brilho do final. E saí dela com uma sensação que adoro ver em histórias: a lição de que as mulheres devem permanecer unidas.



























