Em Amor na Prática, Annie decide que precisa “aprender” um pouco mais sobre a arte de namorar e aceita a ajuda de Will, um guarda-costas nada interessado em amor… até perceber que talvez esteja ensinando a pessoa errada.
Opinião
A proposta é bem clássica de romcom: encontros de mentirinha, aulas de namoro e duas pessoas completamente opostas tentando não se envolver. É aquele tipo de história que você já sabe mais ou menos pra onde vai e o foco está justamente no caminho.
A dinâmica entre Annie e Will funciona principalmente pelo contraste. Ela é mais tímida, insegura e presa às expectativas, enquanto ele tem uma postura mais direta e segura. Isso cria momentos fofos, leves e até divertidos, principalmente nas “aulas” de relacionamento.
O livro também tenta trazer temas mais emocionais, como insegurança, autoimagem e traumas familiares, o que dá uma camada a mais pra história. Mas, em alguns momentos, isso não é tão aprofundado quanto poderia, ficando mais na superfície. É aquele romance confortável, fácil de ler e perfeito pra sair de uma ressaca literária.
''Você gosta de mim, Will?'' Eu mantenho seu olhar e aperto seus dedos enquanto suas palavras arrancam a verdade de mim como sempre fazem.
"Sim, eu quero, Annie. Você gosta de mim?"
"Sim. Contra o meu bom senso."
A escrita é leve, os diálogos fluem bem e o clima de cidade pequena deixa tudo mais aconchegante. Além disso, pra quem já leu Amor em Roma, é legal revisitar esse universo e ver personagens conectados.
Mas acho que o livro pode não funcionar tanto pra quem busca algo mais marcante. A história aposta bastante nos clichês e nem sempre consegue ir além deles. Em alguns momentos, o ritmo desacelera e o romance não tem tanta construção quanto poderia. Os personagens são carismáticos dentro da proposta, mas não chegam a ser memoráveis o suficiente pra sustentar tudo sozinhos.
É um livro fofo, leve e agradável, ideal pra quem quer um romance sem muito peso, mas que talvez não fique com você por muito tempo depois da leitura.











