O que mais me conquistou foi o desenvolvimento da relação deles. Eu gosto muito de como a série trabalha a desconstrução emocional do Ilya. Aos poucos, ele começa a derrubar os muros psicológicos que construiu e deixa Shane entrar na vida dele de verdade. Eu achei esse processo muito bonito de acompanhar.
Também gostei muito do comentário sobre o ambiente do esporte profissional. A série mostra como jogadores precisam esconder quem são para agradar patrocinadores e fãs dentro de uma verdadeira “macholândia” cheia de preconceito.
A trama paralela do Scott Hunter também me interessou bastante, principalmente porque ela sugere que mudanças reais podem começar dentro do próprio sistema e abrir portas para outros jogadores.
Outro ponto que eu gostei muito foi o tratamento das cenas sensuais. Elas nunca parecem gratuitas ou exageradas. Elas existem para mostrar a intimidade entre Shane e Ilya, e algumas são até surpreendentemente ternas, com uma beleza simples que combina muito com a história.
No fim das contas, eu vejo essa série como uma história de amor muito voltada para o olhar feminino. Dependendo do ponto de vista, isso pode até ser uma crítica. Mas eu acho que muitas mulheres se apaixonaram justamente por isso: a série mostra uma relação que tem conflitos e dificuldades, mas também tem conversa, aceitação e desejo.
Para mim, é um ótimo exemplo de como um romance pode ser intenso sem deixar de ser saudável.


















.jpg)







