O romance de Darcy e Elizabeth aconteceu de verdade? Parece que sim...

by - sexta-feira, agosto 07, 2026



Existem casais que convencem o público porque são bons atores.

E existem casais que convencem porque, em algum momento, aquilo deixou de ser apenas atuação.

Quase trinta anos depois de sua estreia, a minissérie Orgulho e Preconceito da BBC continua sendo considerada por muitos fãs a adaptação definitiva da obra de Jane Austen. Muito disso se deve ao roteiro de Andrew Davies, à direção cuidadosa de Simon Langton e à fidelidade ao romance original. Mas existe outro elemento que ajudou a transformar a produção em um fenômeno cultural: a química quase impossível de ignorar entre Colin Firth e Jennifer Ehle. E olha, isso não era apenas impressão dos espectadores.

Durante as gravações da série, os intérpretes de Mr. Darcy e Elizabeth Bennet viveram um relacionamento na vida real. O romance foi mantido longe dos holofotes na época, mas acabou sendo confirmado posteriormente por diversas fontes ligadas à produção e pelos próprios envolvidos.

Havia uma naturalidade nas interações entre Darcy e Elizabeth que muitos espectadores apontam como um dos motivos pelos quais a produção continua funcionando tão bem décadas depois. É claro que parte disso vem do talento dos dois atores. Mas saber que havia um envolvimento real entre eles ajuda a explicar por que determinadas cenas parecem tão autênticas.

Os dois sempre foram conhecidos por serem reservados. Raramente comentavam o relacionamento em entrevistas e evitaram alimentar especulações da imprensa. O público só passou a falar mais abertamente sobre o assunto depois que eles já haviam terminado. 

Essa discrição acabou criando uma aura quase lendária em torno do casal, especialmente entre os fãs de Jane Austen. Enquanto o romance acontecia nos bastidores, a série se transformava em um sucesso sem precedentes. 




Sobre a adaptação

Exibida pela BBC em seis episódios, Orgulho e Preconceito alcançou audiências superiores a 10 milhões de espectadores e ajudou a revitalizar o interesse mundial pela obra de Jane Austen. A produção também consolidou Colin Firth como símbolo romântico para uma geração inteira.

Quando a produção teve início  em 1994, Colin Firth ainda não era o astro internacional que conhecemos hoje. Na verdade, a produtora Sue Birtwistle precisou insistir diversas vezes para convencê-lo a aceitar o papel de Darcy. O ator não acreditava ser a escolha ideal para o personagem e sequer era um grande leitor de Jane Austen naquele momento. 

Jennifer Ehle, por sua vez, já havia lido Orgulho e Preconceito ainda adolescente e foi escolhida entre várias candidatas para interpretar Elizabeth Bennet. Ela foi a única integrante do elenco presente durante todo o cronograma de filmagens, que durou cerca de vinte semanas. 

Foi nessa adaptação que nasceu uma das cenas mais famosas da história da televisão britânica: o mergulho de Darcy no lago de Pemberley.

A sequência não existe no romance original. Ela foi criada pelo roteirista Andrew Davies, que queria mostrar um lado mais humano e vulnerável do personagem. Décadas depois, a cena continua sendo lembrada como um dos momentos mais icônicos da TV britânica, referenciado por várias outras obras de época (como Bridgerton, em sua segunda temporada, na cena em que Anthony cai no lago). Essa cena fez do Mr Darcy um sex simbol relutante.

Finalizando

Como muitos romances de bastidores, o namoro entre Firth e Ehle não durou para sempre. Os dois seguiram caminhos diferentes após o fim do relacionamento, mas nunca houve relatos públicos de conflitos ou escândalos. Pelo contrário: a impressão geral é que mantiveram respeito e carinho mútuos ao longo dos anos. E talvez isso explique por que os fãs continuam tão encantados com essa adaptação em particular: a coincidência quase perfeita de dois atores se apaixonarem enquanto interpretavam um dos maiores romances da literatura. E a certeza de que, pelo menos por algum tempo, aquele amor que a gente vê foi real.

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