Resenha: No azul profundo (Em breve adaptação com Damian Hardung)
Sinopse
A história acompanha Fiona e Nick, dois adolescentes que se conhecem em um grupo de apoio ao luto depois de perderem as mães quase ao mesmo tempo. Unidos por essa dor em comum, os dois constroem uma amizade muito forte, cheia de confidências, humor e um pacto silencioso de não falar sobre sentimentos que talvez sejam mais profundos. Enquanto tentam seguir em frente com a vida — com faculdade chegando, problemas familiares e relações complicadas — uma viagem para uma cidade litorânea começa a mudar a dinâmica entre eles e faz com que a amizade comece a revelar algo mais.
Opinião
Eu comecei No azul profundo esperando um romance jovem sobre luto, mas o que encontrei foi algo muito mais delicado. A forma como a autora fala sobre perda me tocou bastante, porque o livro nunca trata o luto como algo que passa, mas sim como algo que vem em ondas e com o tempo você aprende a não se deixar afogar com elas. É sobre aprender a viver um dia de cada vez.
Meu clichê favorito é friends to lovers e aqui funciona perfeitamente. O romance nasce da amizade, do cuidado e da parceria entre Fiona e Nick. Em vários momentos eu senti que o relacionamento deles era construído em pequenas coisas: conversas, silêncios, apoio nos dias difíceis...
Tem uma cena específica em que o Nick percebe que “é ela” e não acontece nada de super angustiante ou explosivo. É só a constatação de uma verdade. Eu achei isso lindo demais.
Uma coisa que percebi lendo opiniões de outros leitores é que muita gente se emocionou justamente com esse tom mais sensível e introspectivo da história. Muitos elogiam como o livro trata saúde mental, amizade e luto de forma honesta e reconfortante. Mas também vi críticas interessantes. Algumas pessoas acham que a narrativa é lenta demais, principalmente na primeira metade, e que o foco nas emoções deixa a trama com poucos acontecimentos. Outros leitores também sentiram que alguns conflitos se resolvem rápido demais ou que certos personagens secundários poderiam ter sido mais explorados. Mesmo entendendo essas críticas, para mim o ritmo funciona porque combina com a proposta da história. Esse não é um livro sobre grandes acontecimentos, mas sim sobre cura emocional. Algumas histórias não foram feitas para serem agitadas. E o melhor amor, é o tranquilo.
No fim, eu terminei a leitura com a sensação de conforto. Para mim, No azul profundo é exatamente o tipo de história que parece uma xícara de chá quentinho no meio do inverno: suave, acolhedora e cheia de pequenos momentos que aquecem o coração.
E um detalhe pra deixar vocês animados: o livro já tem uma adaptação em desenvolvimento para o cinema estrelada por Damian Hardung, o James Beaufort de Maxton Hall. Depois de ler essa história tão sensível, eu confesso que fiquei bem curiosa para ver como vão levar essa atmosfera pras telonas.

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