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Sinopse

Em A Trilha para o Coração, um casal que está junto desde a adolescência entra em crise e decide tentar salvar o casamento em um retiro na natureza, mas, perdidos na trilha, percebem que o maior desafio não é o caminho… e sim tudo o que ficou mal resolvido entre eles.

Sobre o enredo

A proposta aqui é bem interessante porque foge do romance tradicional: não é sobre se apaixonar, é sobre tentar não perder algo que já existe há anos.

A história mistura presente com memórias do passado, então a gente vai entendendo aos poucos como Sarah e Caleb chegaram nesse ponto. E isso funciona porque ajuda a dar mais contexto emocional e mostra que o problema não surgiu do nada.

O foco é muito mais interno do que externo. Não espere grandes reviravoltas ou drama exagerado. É um livro sobre sentimentos acumulados, inseguranças, identidade e aquele momento em que você começa a se perguntar: “quem eu sou fora desse relacionamento?”

Ao mesmo tempo, isso pode ser um ponto que divide opiniões. Pra quem gosta de histórias mais introspectivas, funciona bem. Mas se você espera mais tensão, conflito ou romance mais intenso, pode acabar achando tudo meio morno.

Minha experiência

Foi uma leitura que eu curti… mas sem me marcar tanto quanto poderia. O livro tem uma pegada bem sensível e realista sobre casamento em crise e mostra o desgaste, a rotina, as frustrações e até aquele amor que ainda existe, mas já não resolve tudo sozinho. Isso é um ponto bem positivo, porque foge de romantizar demais a situação.

Por outro lado, em vários momentos senti que a história se arrasta um pouco e que o conflito não tem tanta força quanto deveria. Fica muito tempo girando nas mesmas questões, sem avançar tanto emocionalmente quanto promete. Os personagens são interessantes, principalmente pela complexidade, mas nem sempre são fáceis de se conectar, especialmente se você não se identifica com as inseguranças da protagonista.

No fim, é aquele tipo de livro confortável, fácil de ler, com uma proposta bonita… mas que não entrega tudo o que poderia e é mais voltado a quem sente a dor que ele trabalha.

⭐ Nota: 3/5

sexta-feira, junho 12, 2026 No comments


Li Verão em Nova York esperando encontrar aquele romance perfeito de verão: leve, divertido e cheio de provocações no melhor estilo enemies to lovers. A premissa realmente parecia promissora: uma roteirista com bloqueio criativo que volta para Nova York e acaba se envolvendo em um acordo de namoro falso com um antigo desafeto. É o tipo de trope quefunciona muito bem em comédias românticas e, especialmente, comigo.

Mas, para mim, a leitura demorou bastante para engatar. Nos primeiros capítulos eu tive a sensação de de que parte da história não foi contada, com os personagens já tendo um histórico cheio de ressentimento, sendo que era pra ser uma trama de segunda chance, então no mínimo eu queria saber como foi a primeira tentativa, né? O livro não constrói muito bem essa base emocional. As coisas simplesmente começam a acontecer e eu demorei um pouco para realmente me envolver com a história.

Isso acabou refletindo no ritmo da leitura. Foi um livro que levei bastante tempo para terminar porque não estava totalmente presa à narrativa. A relação entre Elle e Parker até tem química em alguns momentos, mas grande parte da tensão inicial parece meio exagerada. A ideia de enemies to lovers está ali, mas o motivo da rivalidade entre eles às vezes parece pequeno demais para sustentar tanto drama.

Outro ponto que pesou para mim foi a protagonista. Eu entendo de onde vêm as inseguranças da Elle ligadas à forma como ela cresceu e às experiências ruins que teve com relacionamentos e dinheiro), só que, na prática, muitas das decisões dela soam imaturas. Em vários momentos tive a sensação de estar vendo uma adulta agir como adolescente, criando problemas onde não precisava existir conflito. Isso acabou me cansando um pouco durante a leitura. 

Já o Parker ficava no extremo oposto, sendo extremamente paciente, romântico e bem cadelinha mesmo. Em teoria isso deveria funcionar bem,  já que a gente adora um homem abestalhado pela mulher, mas senti que faltou aprofundamento no personagem. E a Elle era tão mala às vezes que a falta de um defeito no Parker me fez pensar ''ela não merece ele''. Um saco quando você não consegue torcer pelo casal. 

Apesar disso, a história melhora bastante depois da metade do livro. Quando passo dos 50%, a convivência entre Elle e Parker fica mais divertida, os diálogos ganham mais leveza e finalmente dá para sentir melhor a química entre eles. A ambientação em Nova York também é um ponto forte: a cidade aparece como pano de fundo charmoso para o romance, dando aquele clima bem cinematográfico de comédia romântica. E trazendo uma nostalgia meio Friends e How I Met Your Mother. 

No geral, minha experiência com Verão em Nova York foi mista. Não é um livro ruim, já que tem momentos divertidos, boas cenas românticas e uma ambientação convincente. Mas também é uma história que demora a engrenar e que poderia ter desenvolvido melhor seus personagens. Para mim, acabou sendo uma leitura de 3 estrelas: agradável em alguns momentos, mas não o aconchego que eu esperava. 


 

segunda-feira, março 16, 2026 No comments
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