Resenha: Amizades Fatais - Julie Soto
Em Amizades Fatais, um grupo popular do colégio vira alvo de suspeitas após a morte de uma garota e, quando coisas estranhas começam a acontecer, fica claro que o passado deles pode não estar tão enterrado assim.
A proposta mistura várias coisas que funcionam muito bem juntas: drama adolescente, mistério, personagens moralmente duvidosos e um toque de sobrenatural. É aquele tipo de história que lembra séries como Pretty Little Liars, com segredos sendo revelados aos poucos e aquela sensação constante de que tem algo errado acontecendo.
A narrativa prende bastante, principalmente pelo ritmo. Os capítulos são curtos, sempre terminam com algum gancho e te deixam com vontade de continuar. É o clássico “só mais um capítulo”.
Os personagens não são feitos pra serem amados, sabe? Todo mundo ali tem falhas, atitudes questionáveis e decisões meio duvidosas. A protagonista não é perfeita, nem fica o tendo todo sendo insuportável e dando tudo certo pra ela e isso deixa a história mais real dentro da proposta.
Ao mesmo tempo, o livro não é exatamente inovador. Algumas revelações são previsíveis e seguem um caminho já conhecido dentro do gênero. Mas o que segura a leitura é a forma como tudo é conduzido e o clima de tensão que vai crescendo até o final. Esse é um thriller jovem adulto que funciona muito bem como leitura viciante.
O maior acerto está no ritmo e na atmosfera. Tem mistério, tem drama, tem aquele clima meio caótico de grupo de adolescentes cheios de segredos. A experiência de leitura é envolvente. E o final (especialmente o epílogo) entrega aquele impacto que faz você repensar tudo o que leu. É aquele tipo de livro que você devora rápido, se envolve com o mistério e termina querendo comentar com alguém.
⭐ Nota: 4/5

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