Resenha: Seis formas de não se apaixonar - Erin Connor
Sinopse
Em Seis Formas de Não Se Apaixonar, uma escritora de romance com bloqueio criativo e um ator apaixonado pelo amor fazem um acordo: testar clichês de comédias românticas… sem se envolver.
Opinião
A proposta é simples, mas muito eficiente: pegar todos aqueles clichês clássicos de romcom e transformar isso na própria estrutura da história. É quase um livro que sabe exatamente o que é e brinca com isso o tempo todo.
A dinâmica entre os protagonistas funciona muito bem. Sawyer é mais fechada, meio cética, enquanto Mason é completamente o oposto, daqueles que acreditam no amor sem medo. Esse contraste sustenta boa parte da história e rende diálogos leves, divertidos e com boa química.
O enredo não tenta ser complexo. É focado na jornada dos dois, na convivência e nas situações típicas do gênero, então tudo gira em torno dessa construção do relacionamento. E isso funciona, principalmente pelo ritmo ágil e pela forma como a autora conduz as interações. É aquele romance que você pega já sabendo o que vai encontrar e ainda assim se diverte no processo.
O maior acerto está no tom: leve, bem-humorado e consciente dos próprios clichês. A história não tenta reinventar o gênero, mas usa isso a seu favor, criando uma leitura envolvente e fácil de consumir.
Os personagens são carismáticos, especialmente o protagonista masculino, que traz aquele equilíbrio perfeito entre fofo e intenso. Já a protagonista pode dividir um pouco mais opiniões, justamente por ser mais fechada, mas isso faz parte da construção dela.
Se tem um ponto mais previsível, é justamente o caminho do romance. Algumas decisões seguem o roteiro clássico do gênero, inclusive certos conflitos que não surpreendem tanto.
É um livro que funciona muito bem como romance de conforto. Não é inovador, mas entrega exatamente o que promete: diversão, química e uma história gostosa de acompanhar. E, claro, um clima delicioso de ''Como perder um homem em 10 dias''.

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