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Grazi Comenta


Sinopse

Em Seis Formas de Não Se Apaixonar, uma escritora de romance com bloqueio criativo e um ator apaixonado pelo amor fazem um acordo: testar clichês de comédias românticas… sem se envolver.

Opinião

A proposta é simples, mas muito eficiente: pegar todos aqueles clichês clássicos de romcom e transformar isso na própria estrutura da história. É quase um livro que sabe exatamente o que é e brinca com isso o tempo todo.

A dinâmica entre os protagonistas funciona muito bem. Sawyer é mais fechada, meio cética, enquanto Mason é completamente o oposto, daqueles que acreditam no amor sem medo. Esse contraste sustenta boa parte da história e rende diálogos leves, divertidos e com boa química.

O enredo não tenta ser complexo. Ele é focado na jornada dos dois, na convivência e nas situações típicas do gênero, então tudo gira em torno dessa construção do relacionamento. E isso funciona, principalmente pelo ritmo ágil e pela forma como a autora conduz as interações. É aquele romance que você pega já sabendo o que vai encontrar e ainda assim se diverte no processo.

O maior acerto está no tom: leve, bem-humorado e consciente dos próprios clichês. A história não tenta reinventar o gênero, mas usa isso a seu favor, criando uma leitura envolvente e fácil de consumir.

Os personagens são carismáticos, especialmente o protagonista masculino, que traz aquele equilíbrio perfeito entre fofo e intenso. Já a protagonista pode dividir um pouco mais opiniões, justamente por ser mais fechada, mas isso faz parte da construção dela.

Se tem um ponto mais previsível, é justamente o caminho do romance. Algumas decisões seguem o roteiro clássico do gênero, inclusive certos conflitos que não surpreendem tanto.

É um livro que funciona muito bem como romance de conforto. Não é inovador, mas entrega exatamente o que promete: diversão, química e uma história gostosa de acompanhar. E, claro, um clima delicioso de ''Como perder um homem em 10 dias''.


quinta-feira, maio 21, 2026 No comments


 

A Rainha de Copas nem sempre foi má.

Neste livro delicado e tocante, Marissa Meyer nos apresenta com maestria a vida anterior de Cath, futura rainha, quando ainda era apenas uma "pobre menina rica" que tinha o sonho de ser confeiteira e ter uma vida simples, só que por ser da nobreza seus pais jamais aceitariam que ela levasse uma vida de trabalhador. E tudo piora quando a garota se apaixona pelo bobo da corte do Rei. 

Sem Coração não é apenas uma releitura de Alice no País das Maravilhas. É uma tragédia anunciada. Desde a primeira página, o leitor sabe exatamente para onde a história caminha — e ainda assim, escolhe sofrer.

Catherine Pinkerton é uma jovem que sonha em abrir uma confeitaria. Um desejo simples, quase ingênuo, mas absolutamente revolucionário em um mundo que espera dela apenas um bom casamento. Destinada a se tornar rainha, Cath vive entre a obrigação social e o desejo de escolher a própria vida. É nesse conflito que a narrativa ganha força: o embate entre quem ela é e quem o mundo exige que ela seja.

Marissa Meyer constrói a personagem com delicadeza e profundidade. Cath não nasce vilã. Ela é moldada, ferida, silenciada e, pouco a pouco, despida de tudo aquilo que a tornava humana. O romance com Jest, o bobo da corte, surge como um fio de esperança — e é justamente isso que torna tudo ainda mais cruel. Porque em Sem Coração, amar não salva. Amar custa.

O ritmo do livro é cadenciado, refletindo os sonhos de Cath. Mas conforme a história avança, o tom muda e vem o aperto no peito. Cada perda é sentida, cada escolha imposta empurra a protagonista um passo mais perto do abismo. E quando finalmente chegamos ao desfecho, não há surpresa, só um silêncio pesado e a certeza de que a Rainha de Copas do jeito que a gente conhece no original não nasceu, foi criada.

Marissa conseguiu honrar o mundo criado em Alice no país das maravilhas, com uma narrativa tocante e por vezes confusa (assim como o original). Os personagens são trabalhados de forma satisfatória, com cada um tendo realmente um motivo pra ser colocado lá.  A química do casal principal é inegável e é doído ver sua jornada, sabendo onde ela termina.

Sem Coração é sobre expectativas esmagadoras, sobre o preço de não se encaixar e sobre como o mundo pode transformar sonhos em cinzas. É um livro que dói porque faz sentido. Porque mostra que, às vezes, o vilão é apenas alguém que perdeu tudo e, no caso da Cath,  o direito de sentir.

Se você procura uma leitura leve, este não é o livro. Mas se está disposto a acompanhar a origem de um coração que foi partido tantas vezes que parou de bater… então esteja preparado para não sair ileso. Sem dúvida um livro de origem muito bem pensado, respeitoso com o original e de partir o coração. Vale muito a pena. 

O livro agora tem uma linda edição em capa dura. Adquira o seu aqui.



domingo, janeiro 18, 2026 No comments

 MELHORES DO ANO


10. Amores selvagens



Eu fico fraquinha com dark romances que têm limites e utilizam o dark apenas na trama, mas não na relação entre os protagonistas. Esse me lembra bastante ''A morte de Sarai'', meu favorito do gênero, tendo um matador de aluguel iniciando um plano com a mocinha para completar sua missão contra um líder de máfia, que é cunhado da mocinha. Obviamente vai ter muita aventura, ação, cenas quentes e uma química muito boa. Me diverti bastante. 


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Riley Rose acreditava que grandes amores só existiam nas páginas dos livros que editava. Até que recebe a notícia de que sua irmã está prestes a se casar, e não é com qualquer homem ― o noivo é simplesmente o chefe da máfia irlandesa. Ao viajar para conhecer o futuro cunhado, ela acaba caindo nas garras de um perigoso assassino... Mas alguns monstros não são o que aparentam. Malek Antonov é um mito da máfia russa, uma lenda viva, um fantasma. Temido pelos homens mais poderosos do mundo, é o cara certo quando se trata de eliminar inimigos. Então, quando seu irmão é assassinado, nada o impedirá de se vingar. Ele só não esperava que, no meio do caminho, fosse encontrar uma doce jovem em apuros. Sem saber a verdadeira identidade de Riley, Malek resolve adiar seu plano e ajudar a mulher que acredita estar em perigo. Ao descobrir que ela é, na verdade, uma inimiga, ele decide que levá-la como recompensa é a melhor forma de punir os responsáveis pela morte da única pessoa importante em sua vida.

9. Reverência Indomável


Esse livro se séculos antes da duologia ''Divinos Rivais'' e conta a história de uma deusa que vai apostar tudo pelo que acha certo e pelo seu amor, um mortal. É romantasia, livro único e serve como prequel da história original. Bem escrito, viciante e grande o suficiente para contar tudo que precisa. Chega a ser meio poético. 

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Antes que Iris Winnow escrevesse sua primeira carta e que Enva entoasse sua canção, uma jovem deusa vagava por sonhos. Matilda, a deusa mais jovem de seu clã, nasceu no domínio flamejante do submundo com uma humilde magia de mensageira — mas carrega um segredo capaz de mudar o destino dos deuses. Em um mundo onde alianças são frágeis e traições sangrentas, ela aprendeu a esconder seu coração de todos, até mesmo daqueles em quem confia. O mortal Vincent de Beckett conheceu Matilda apenas em sonhos. Na noite mais sombria de sua vida, suplicou por sua ajuda… e nunca recebeu resposta. Dez anos depois, ela ressurge pela janela de seu quarto trazendo uma carta que poderá selar não apenas o destino dos dois, mas também o dos próprios deuses. Unidos por um elo que atravessa o destino e a vida além dos sonhos, Matilda e Vincent precisarão desafiar a guerra divina e os caminhos que lhes foram impostos. Mas para escrever um novo futuro, talvez seja preciso arriscar o próprio coração — e pagar o preço da vulnerabilidade. Ambientado séculos antes de Divinos rivais, Reverência indomável Ã© uma fantasia romântica de volume único de Rebecca Ross, repleta de divindades em guerra e segredos mortais, na qual uma jovem deusa arrisca tudo pela promessa de um futuro melhor.

8. Margô está em apuros


Eu não sabia nada sobre esse livro, apenas chegou por aqui em parceria com a Rocco e simplesmente me ganhou. Toda discussão sobre até onde vale a pena chegar para conseguir dinheiro e o que realmente importa na vida, mas sem maniqueísmo, sem apontar dedos para a protagonista ou o pessoal em volta dela... achei muito bem feito. Um livro curto, engraçado onde pode, dramático onde precisa. Vai virar série com as irmãs Fanning, então corram para ler antes de lançar. 

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Margô está em apuros. Aos dezenove anos, ela engravida de um professor da faculdade, é demitida do emprego de garçonete ― que odiava, mas era a única coisa que sabia fazer ― e se vê presa no dilema moral de ter ou não o bebê. Sua mãe avisou que um filho acabaria com sua vida. Já o pai da criança se mostrou superdisposto a ajudar... com o aborto. Desejando fazer o que considera correto e sem querer dar aos dois o gostinho de lhe dizer o que fazer, Margô escolhe prosseguir com a gravidez, mas não contava com a hostilidade com que o mundo a trataria. Ela sempre acreditou que, se fosse uma boa pessoa e fizesse a coisa certa, receberia em retorno alguma empatia no momento que mais precisasse. Ledo engano. Com a chegada do bebê, as coisas ficam ainda piores: ela não só está desempregada como não tem mais com quem dividir o aluguel do apartamento enorme onde mora, já que suas colegas decidiram dar no pé e deixá-la sozinha com o filho. Afinal, ela que fez, ela que lute... Sem muitas opções, Margô cria um perfil no OnlyFans para oferecer avaliações de paus. Inusitado, sim, e por que não? Hoje em dia se faz resenha de tudo. Resgatando seu talento para a escrita, deixado de lado desde que largou a faculdade, ela encontra uma forma de sustentar a si e ao filho. Conforme as finanças melhoram, porém, seus dilemas mudam, porque, bom... a vida acontece. Margô precisará escolher quais valores seguir e como lidar com os novos desafios que surgem pelo caminho. Com muita irreverência e bom humor, claro, como seria de esperar de alguém que compara pintos com Pokémons na internet.

7. Quicksilver


Eu fui ler já achando que não gostaria por causa do hype (tenho tido problemas com livros hypados), mas não é que o livro sobrevive às expectativas? É verdade que eu achei que poderia reduzir umas 200 páginas do livro tirando um pouco da enrolação, mas a construção de mundo é bem interessante, o casal não é inútil, as briguinhas são legais de ler e fazem sentido na trama. O Kingfisher é um moreno debochado que está à altura do título. Um bom livro de abertura de saga. 

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Aos vinte e quatro anos, Saeris Fane é tão boa em sobreviver quanto em guardar segredos. Na escaldante Zilvaren, as condições de vida sob os Gêmeos, os dois sóis que assolam a cidade, não poderiam ser piores. A água é o bem mais raro e precioso, e os zilvarenses fazem qualquer coisa para conseguir um pouco mais do que sua mísera cota diária. Uma ladra habilidosa, capaz de muito mais do que bater carteiras, há anos Saeris vem desviando água potável dos reservatórios da rainha Madra. E não é só isso: ela possui uma estranha e perigosa habilidade de manipular metais, algo proibido e considerado heresia. Mas, ao se deparar com a Morte em pessoa, ela sem querer reabre um portal entre mundos e é transportada para Yvelia, o gélido reino dos feéricos. Esses seres, antes considerados um mito e um pesadelo, provam-se bastante reais, e Saeris acaba no meio de um conflito centenário que pode ser fatal. A primeira humana a cruzar as montanhas geladas de Yvelia em mil anos, ela se vê ligada a um belo guerreiro feérico que tem os próprios planos secretos e sombrios. Ele pretende usar a magia de alquimista de Saeris para proteger seu povo, e não importa o que isso vá custar a ele... ou a ela. A Morte tem nome e sobrenome: Kingfisher do Portão de Ajun, de passado obscuro e atitudes suspeitas. Mas ele também pode ser a única esperança de Saeris de voltar para casa. Entretanto, é preciso ter cuidado com os acordos que se faz com feéricos. O diabo mora nos detalhes e, em Yvelia, nada é realmente o que parece.

6. Sorte no amor


Aqui tem tanto clichê que parece um mostruário de como fazer para criar uma comédia romântica formulaica, mas ainda assim com alma. O casal principal se pega logo de cara, mas cria uma amizade até que cheguem a desenvolver amor. Tem então uma aposta para ver quem acha sua cara metade primeiro, tem eles acompanhando os dates, tem cena de namoro falso em casamento de família... tem tudo para os amantes das romcoms. É curtinho, engraçado e leve, como uma leitura de fim de ano deve ser. Lynn Painter nunca erra. 

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Após levar um fora do namorado, Hallie Piper não poderia estar se sentindo mais infeliz e rejeitada. Quando achava que já havia atingido o fundo do poço, ela vai trabalhar como bartender em uma festa de casamento onde conhece Jack, um dos padrinhos ― que também acabou de terminar com a namorada. Ele é charmoso, sexy e carismático, mas Hallie não esperava ficar totalmente bêbada e ir para a cama com ele. Depois de uma noite quente, ela sai de fininho do quarto de hotel onde foram parar, constrangida e desejando nunca mais olhar na cara de Jack. Hallie, então, decide que é hora de virar a página e se tornar uma adulta responsável. Ela se muda, corta o cabelo, compra roupas e faz um perfil num app de relacionamentos, determinada a achar um novo amor. Só que Hallie acaba encontrando quem menos esperava: Jack. Curiosa, ela manda uma mensagem só de brincadeira. E após concordarem que não estão interessados um no outro, o que era para ser apenas implicância vira amizade. Os dois estão no app à procura do par ideal e, para tornar a busca mais emocionante, decidem apostar: quem achar o amor primeiro ganha. Com o tempo, no entanto, os limites começam a ficar confusos, e os dois passam a questionar o que sentem um pelo outro. Será que Jack e Hallie serão capazes de deixar os sentimentos falarem mais alto e finalmente apostar um no outro? Do mesmo universo de Amor por engano, Sorte no amor também é uma comédia divertida e com toques picantes que Lynn Painter escreveu para seus fãs adultos, que vêm formando um público cada vez mais numeroso.

5. A serpente e o lobo


Esse ano eu experimentei muitas leituras sem saber nada sobre elas e essa foi uma delas. Talvez eu devesse fazer mais isso, porque fico aberta para ser surpreendida e aqui eu fui. Não sei dizer exatamente de onde vêm as mitologias usadas nessa romantasia, sei que a construção de mundo é simples o suficiente para ser funcional sem parecer supérflua e bem descrita o suficiente para engajar com a história. O casal principal é vendido como enemies to lovers, mas o cara já chega no lovers mesmo. Tem cena de faca-no-pescoço já na lua de mel, então as fãs de romantasia vão adorar. A química é boa, a trama é concisa, sem coisas mirabolantes e a protagonistas não é do tipo burrinha-que-resolve-tudo. A história será contada numa trilogia e eu já estou prontíssima para a sequência. 


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Dominada por uma misteriosa magia das trevas que já vitimou sua mãe, Vaasa Kozár tem certeza de que sua morte está próxima. Seu implacável irmão, Dominik, pensa o mesmo. Então, em uma última estratégia política, ele manda Vaasa se casar com Reid de Mireh, um impiedoso governante estrangeiro, desejando usar a morte dela como desculpa para enfim dar início a uma guerra. No entanto, ela quer desesperadamente continuar viva e tem toda a intenção de fugir do casamento. Para sua surpresa, Reid lhe oferece um acordo: se Vaasa o ajudar a angariar os votos para ser eleito o grande mestre de seu país, ele revelará a ela os segredos sobre a magia que corre em suas veias... e como controlá-la. A oferta é boa demais para recusar, porém a inegável atração entre os dois ameaça romper as regras do acordo. Com o passar do tempo, essa união política parece cada vez mais um casamento de verdade, mas Vaasa não pode esquecer seu instinto de sobrevivência. Conforme os planos maquiavélicos de Dominik tomam forma, todos os caminhos são arriscados.

4. A vilã da temporada



Eu esperava uma comédia romântica descerebrada e ganhei uma crise existencial. Nesse livro tem uma autora querendo vender livro e então aceita ir para um reality show de achar sua cara metade, mas ela vai deve ser a escolhida dentro várias mulheres. O problema é que a edição tá pintando ela como vilã. Entre cenas de flashback e comentários de internet mescladas com a gravação do reality e as auto análise da Jaque, a gente vai conhecendo ela e sua relação consigo mesma e as reações que tem aos outros. Eu fiquei profundamente tocada por como ela se vê e as consequências disso na psiqué e como ela lida com o mundo. Acabou sendo uma leitura bem mais profunda do que eu esperava. E o final é agridoce. Me ganhou pela complexidade inesperada, ainda que tratada com muita leveza.

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Depois do fracasso de vendas dos seus livros, Jac Matthis está desesperada por um recomeço. E então que ela tem uma ideia que parece perfeita: participar de A pessoa certa, o reality show de casamento mais popular do país, ficar famosa e ganhar leitores. Afinal, construir personagens e enredos é sua especialidade – só que desta vez ela será a protagonista da própria história. Jac logo se torna a favorita a conquistar o coração de Marcus, mas fica chocada ao descobrir que Henry, o último homem com quem se relacionou, é um produtor do programa. É impossível ignorar toda a química que tem com ele, mas os dois devem manter essa relação proibida em segredo. Conforme o jogo avança, ela descobre que a produção do reality está editando as filmagens para mostrá-la como vilã. Em meio ao triângulo amoroso e aos conflitos que afloram sua personalidade sarcástica, o plano de Jac vai desmoronando. Será que, tentando salvar a carreira, ela vai acabar arruinando sua vida?

3. Um amor problemático de verão 


Eu não tenho muito o que comentar aqui, a posição desse livro é pela quanitdade enorme de risadas que dei durante a leitura. Adorei o clichê de age gap sendo usado com um casal onde isso realmente cabia de forma saudável, adorei ambientação durante um casamento numa ilha da Itália, o cheirinho de filme da sessão da tarde, as aventuras, os diálogos bobos e engraçados, a química do casal e a maturidade para lidar com as diferenças, enfim, não tenho defeitos para colocar aqui. É um livro delicioso da primeira à última página. 

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Maya Killgore tem 23 anos e ainda está descobrindo o que quer da vida. Conor Harkness tem 38, e Maya não consegue parar de pensar nele. É um clichê tão grande que o coração dela quase não aguenta: homem mais velho e mulher mais nova, empresário rico e estudante falida, melhor amigo do irmão e a garota na qual ele nunca reparou. Como Conor adora relembrar, a dinâmica de poder entre eles é totalmente desequilibrada. Qualquer relação entre os dois seria muito problemática e Maya precisa superá-lo. Afinal, Conor já deixou claro que não a quer em sua vida. Mas nem tudo é o que parece... e clichês às vezes sofrem reviravoltas. Quando o irmão de Maya decide se casar na Itália, ela e Conor são forçados a passar uma semana juntos em uma charmosa villa siciliana. À beira da praia, em meio a antigas ruínas, comidas maravilhosas e cavernas naturais, Maya percebe que talvez Conor esteja escondendo alguma coisa. Em meio aos caóticos preparativos para o casamento, ela decide que um romance de verão pode ser justamente o que precisa... mesmo que seja problemático.

2. Amanhecer na colheita



Dispensa apresentações esse aqui. Era o top 1 até ser desbancado pela minha leitura de Setembro. Isso aqui é o exemplo perfeito de porquê criar um spinoff para sua saga já elogiada. Esse livro tinha objetivo e foi cumprido. Ele expande a saga e abre espaço para mais discussões, sem nunca deixar suas lições saírem do primeiro plano. É maravilhoso. E doloroso. 

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Ao amanhecer do dia da colheita da Quinquagésima Edição dos Jogos Vorazes, o medo toma conta dos distritos de Panem. Nesse ano, em comemoração ao Massacre Quaternário, o dobro de tributos será levado de suas casas. No Distrito 12, Haymitch Abernathy está tentando não pensar muito nas suas chances de ser sorteado – só quer sobreviver ao dia e passar um tempo com a garota que ama. Mas, ao ser escolhido, todos os sonhos de Haymitch desmoronam. Ele é separado da família e da namorada e enviado para a Capital com outros três tributos do Distrito 12: uma menina que considera quase uma irmã, um rapaz viciado em calcular chances e apostas, e a garota mais arrogante da cidade. Conforme os Jogos se aproximam, Haymitch compreende que está tudo armado para o seu fracasso, mas parte dele deseja lutar... e deseja também que essa luta reverbere muito além da arena mortal.

1. Coração de Aço






Esse livro é ABSOLUTE CINEMA. Uma mistura de The Boys com Watchmen. Cada página é uma aventura, uma descoberta nova, uma angústia. É eletrizante e surpreendente. Brandon Sanderson consegue criar um filme na sua cabeça, mas descrições precisas dos lugares, as armas as intenções dos personagens, sem nunca ficar chato ou expositivo. É uma das melhores histórias de vingança que li. Beatrix Kiddo teria orgulho. Mas não seria uma história tão boa, se não tivesse um aprendizado além disso e aqui tem. A melhor parte? A história do vilão aqui fica fechada, mas tem sequências com outros vilões. E já estou providenciando elas.

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Lançado originalmente em 2013, o best-seller do The New York Times, Coração de Aço, de Brandon Sanderson, é o primeiro volume da série Executores. A obra apresenta uma distopia na qual misteriosamente, pessoas de diferentes origens recebem superpoderes, mas são corrompidas por eles e tornam-se vilões. Após tomarem o controle das cidades, eles criam uma realidade terrível, submetendo os humanos a uma vida de servidão, ou morte. Tudo parece perdido e não há esperança para a humanidade, até que pessoas comuns formam um grupo de resistência chamado Executores, que investiga a fraqueza dos Épicos e os caça, um a um. A obra é protagonizada por David, um garoto de 18 anos cuja história já prende o leitor desde o prólogo: quando era criança, ele viu seu pai ser assassinado pelo Épico mais poderoso de todos, Coração de Aço. Desde então, o garoto tem o objetivo de descobrir a fraqueza do vilão e vingar seu pai. Ele vai tentar se juntar aos Executores e apresentar para eles um plano para derrotar não apenas pequenos Épicos com poderes e cargos menos importantes, mas principalmente Coração de Aço, ditador supostamente invulnerável de Nova Chicago.

quarta-feira, dezembro 31, 2025 No comments


 

Uma das leituras mais divertidas do ano. Não só por tem um bocadinha de comédia no livro, mas porque fiquei extremamente viciada na leitura e admirei cada uma das personagens-foco. Aqui temos a história de 3 mulheres da realeza, netas da rainha Vitória, vivendo no período da regência. Minha primeira supresa foi ser um romance de época e a segunda é que cada uma delas tem uma história muito peculiar e própria, com tipos de amor e objetivos diferentes. E são tramas baseadas em fatos reais! Uma é a neta favorita que pode casar com quem quiser... menos com o cara que realmente quer. 

A outra é uma das ‘’royals’’ que ficam meio de lado, mas gosta disso porque permite que ela fiquei de casinho com pessoas inapropriadas. E a terceira tá cansada de ficar de lado na realeza... e vai fazer de tudo para casar com o herdeiro do trono. 

A história vai dos salões da Rússia até as paisagens da Escócia, explorando cenários das famílias reais mais proeminentes da época e cada uma das escolhas e objetivos que vão levar as protagonistas aos seus finais ideais. É uma narrativa que começa um pouco lenta, com muita exposição, mas que fica audaciosa e ousada no meio do caminho. Gostei muito e recomendo demais para qualquer leitor de romances históricos. 

sexta-feira, dezembro 05, 2025 No comments


Não existem motivos para desgostar desse livro. Já na premissa ele tem tudo que o pessoal da romantasia procura: uma protagonista forte, Saeris, ladra habilidosa, que acidentalmente abre um portal para o mitológico mundo dos feéricos e se vê no meio de uma conspiração que traz um problemão para ela e para o interesse romântico, Kingfisher. Ele sendo o equivalente ao ‘’Rhysand’’ nesse mundo. É muita construção de mundo sombrio, romance cão e gato, passados traumáticos, reviravoltas e apoio em diversas fantasias e romances consagrados. É cheio de aventura, picuinhas e brincadeiras gostosas. Se você for com a expectativa de apenas se divertir, vai conseguir tudo que quer.

Vou ficar grato por cada segundo que puder dizer que pertenço a você, Saeris Fane. Oitenta anos ou dezoito horas. Para mim, não importa. Ainda vai ser a maior honra da minha vida.

Apesar de ser um livro enorme e já ter continuações confirmadas (eu tenho cansado de séries, livros únicos me agradam mais), é uma leitura viciante e rápida. Não tem momentos de tédio, mesmo as 300 primeiras páginas que são basicamente exposição do mundo e dos personagens. Aliás, personagens: a autora é muito feliz ao construir todos os núcleos que importam para a trama. Não achei o enredo em si a parte mais importante: esse é um livro carregado pelos personagens e o carisma deles. Você se vê querendo ler qualquer coisa, desde que sejam essas pessoas envolvidas nas tramas. É muito bacaninha e vale lugar na estante dos fãs de romantasia.

sexta-feira, novembro 28, 2025 No comments



Em "Amores Selvagens" um dos meus clichês favoritos de dark romance entra em cena: assassino de aluguel X vítima. Os casais dos livros anteriores retornam para o elenco completando a trama: Sloane, irmã da protagonista Riley (que no livro passado se apaixonou pelo chefe da máfia irlandesa) chamou a Riley para conhecer o futuro cunhado, Declan, colocando ela na meio da bagunça com Malek, o "carrasco" da máfia russa. Declarou, sem perceber, acabou matando o irmão de Malek, que agora quer vingança. Só que Riley aparece em meio a essa busca, inocente, tagarela, altruísta e divertida. Entenderam onde isso vai dar?

Não preciso de um Cavaleiro branco pra me salvar. Preciso de um dragão.

Nesse livro não é muito trabalhado o passado do homem, mas sim da mulher, que tinha uma relação complicada com a irmã. Pra completar o problema, Malek tinha relações "comerciais" com Kage, outro chefão criminoso, casado com Natalie, melhor amiga da Sloane. É legal rever os personagens dos outros livros, mas tive a impressão que os caras perderam um pouco da aura perigosa, por causa de seus relacionamentos. Inclusive o Malek inspirava terror, mas agora parece um gatinho arisco 🤭 Os hots são bacanas, nisso essa autora não erra, mas esperava um pouco mais de violência, tensão e tal. Foi um romance bem tranquilo para os padrões do subgênero. Eu me diverti.

De todas as pessoas que já conheci e sabem o que eu faço, você é a única que me trata como um ser humano.

segunda-feira, agosto 25, 2025 No comments
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