RESENHA: QUICKSILVER
Não existem motivos para desgostar desse livro. Já na premissa ele tem tudo que o pessoal da romantasia procura: uma protagonista forte, Saeris, ladra habilidosa, que acidentalmente abre um portal para o mitológico mundo dos feéricos e se vê no meio de uma conspiração que traz um problemão para ela e para o interesse romântico, Kingfisher. Ele sendo o equivalente ao ‘’Rhysand’’ nesse mundo. É muita construção de mundo sombrio, romance cão e gato, passados traumáticos, reviravoltas e apoio em diversas fantasias e romances consagrados. É cheio de aventura, picuinhas e brincadeiras gostosas. Se você for com a expectativa de apenas se divertir, vai conseguir tudo que quer.
Vou ficar grato por cada segundo que puder dizer que pertenço a você, Saeris Fane. Oitenta anos ou dezoito horas. Para mim, não importa. Ainda vai ser a maior honra da minha vida.
Apesar de ser um livro enorme e já ter continuações confirmadas (eu tenho cansado de séries, livros únicos me agradam mais), é uma leitura viciante e rápida. Não tem momentos de tédio, mesmo as 300 primeiras páginas que são basicamente exposição do mundo e dos personagens. Aliás, personagens: a autora é muito feliz ao construir todos os núcleos que importam para a trama. Não achei o enredo em si a parte mais importante: esse é um livro carregado pelos personagens e o carisma deles. Você se vê querendo ler qualquer coisa, desde que sejam essas pessoas envolvidas nas tramas. É muito bacaninha e vale lugar na estante dos fãs de romantasia.

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